Condições Climatéricas
Durante a fase de aplicação de materiais cerâmicos ou em pedra natural devem evitar-se condições desfavoráveis, como sol intenso, chuva, vento forte.
Resistência do Suporte
É necessário ter a certeza de que a resistência do suporte é adequada às solicitações a que estará sujeito face ao revestimento seleccionado. Peças de grande formato e de peso excessivo sobre suportes pouco resistentes (por exemplo de gesso) originarão o descolamento prematuro das mesmas.
Selecção da talocha – espessura de cola a aplicar
Em função da dimensão da peça a colar e o estado do suporte, deve-se seleccionar o tamanho da talocha denteada a utilizar para espalhar a cola, tendo em consideração que a totalidade da área da peça deve ficar em contacto com a cola.
Técnica de colagem
Em função do formato de peça a colar e o estado do suporte, deve-se optar pela técnica de colagem mais adequada: colagem simples ou dupla:
Quando as peças têm formato superior a 900cm2, deve efectuar-se sempre colagem dupla, ou seja, espalhando a cola no suporte e no tardoz da peça.
Para que se garanta o preenchimento total da área da peça, o espalhamento da cola no tardoz desta deve ser efectuado no sentido perpendicular do da cola no suporte.
Ao fazer o assentamento das peças, coloque-as ligeiramente afastadas da sua posição e arraste-as até à sua posição final fazendo um ligeiro movimento com os dedos. Use o martelo de borracha para garantir que os cordões de cola foram bem esmagados.
Durante a aplicação, é conveniente levantar aleatoriamente algumas peças para verificar se os cordões de cola se encontram bem esmagados, e se a totalidade do tardoz das peças está preenchido com cola.
Ao longo da aplicação, o excesso de cola que eventualmente possa existir nas juntas de colocação deve ser retirado de forma a que fiquem já preparadas para realizar a betumação.
No final da aplicação, faça uma limpeza geral para retirar os resíduos de cola que tenham ficado sobre as peças evitando que endureçam e dificultem posteriormente a limpeza final.
Juntas
Os revestimentos estão sujeitos a tensões em consequência das alterações dimensionais provocadas por variações de temperatura e humidade, assim como das sobrecargas a que as construções estão submetidas.
Uma forma de aliviar ou absorver estes esforços, evitando o destacamento das peças, é prever juntas no revestimento a executar:
Junta de colocação - o espaço regular deixado entre duas peças. A largura destas juntas deve ser calculada em função das características das peças a colar e da utilização prevista para o revestimento.
A sua função é:
- absorver parte das deformações do revestimento;
- compensar as eventuais diferenças dimensionais entre peças;
- facilitar a substituição de peças em eventuais acções de manutenção
Junta de fraccionamento - subdivide o revestimento em áreas mais pequenas aliviando as tensões geradas. Normalmente são previstas quando a área contínua de colagem é elevada.
As áreas máximas recomendáveis para pavimentos, são:
- interiores: 32m2, ou quando um dos lados excede os 8m contínuos
- exteriores: 25m2, ou quando um dos lados tem mais do que 5m contínuos
Para as paredes, as áreas máximas recomendáveis são:
- interiores: 32m2, ou quando um dos lados é superior a 8m.
- exteriores: deve efectuar-se um fraccionamento na horizontal a cada 3m, e na vertical a cada 5m.
Junta perimetral ou de esquina - encontra-se na mudança de planos, seja no encontro entre paredes e pavimentos ou esquinas de paredes.
A sua função é delimitar os vários painéis de revestimento, aliviando as tensões geradas pelos movimentos do suporte ou do próprio revestimento.
Junta estrutural - espaço regular entre duas estruturas, prevista no projecto, para aliviar as tensões provocadas pelo movimento do betão. (por exemplo: junta que divide dois blocos de apartamentos)
Esta junta já existe na fase de construção dos edifícios e deve ser respeitada quando for colado o revestimento.








