Situação
Como reparar betão com danos superficiais?

O betão é um material construtivo de excepcionais qualidades e com utilização vulgarizada. É no entanto frequente apresentar na sua superfície zonas danificadas ou de aspecto defeituoso que necessitam de reparação, sem no entanto estar em causa a sua resistência estrutural a curto prazo.

As superfícies de betão, nomeadamente aquelas que se encontram visíveis (em pilares, paredes, vigas, etc.), apresentam muitas vezes problemas de degradação provocada pela exposição aos elementos atmosféricos ou ambientes com alguma agressividade.

Por outro lado, deficiências na qualidade da sua composição, fabrico e dos processos de betonagem, provocam muitas vezes defeitos superficiais mesmo em elementos recentemente executados (chochos, ninhos de inertes, juntas de betonagem, esquinas, etc.).

A degradação superficial do betão, para além do desagrado estético que provoca, facilita a infiltração das águas que resultará na degradação das armaduras, criando problemas de resistência estrutural.

Para proceder à reparação destes danos, deverá ser utilizada uma argamassa específica para reparação superficial de betão, com características que permitam:
- resistências mecânicas adequadas;
- deformabilidade semelhante ao betão.
Aplicação


Limitar as zonas a raparar, criando arestas vivas, para que a argamassa de reparação fique com a espessura mínima recomendada, ou seja, 0,5 cm.

Picar a zona a reparar, eliminando materiais soltos e criando rugosidade na superfície; limpar ao máximo poeiras, sujidades, resíduos de óleos descofrantes, restos de pinturas, etc. Humedecer cuidadosamente o suporte, algumas horas antes da aplicação da argamassa de reparação.

Amassar weber.tec basic com cerca de 3,5 a 4 litros de água limpa por saco, misturando até obter uma massa plástica, homogénea e sem grumos. Aplicar weber.tec basic com colher, enchendo e compactando bem a zona a reparar, em camadas de 0,5 a 2 cm de espessura máxima.

Realizar o acabamento com a ajuda de uma talocha perfurada. Efectuar cura húmida da superfície exposta, molhando frequentemente durante pelo menos 48 horas após a aplicação, para diminuir o risco de fissuração por retracção durante o processo de presa.








