Situação
Como reparar betão com danos estruturais?

Uma das causas mais comuns de degradação do betão é o resultado da expansão das armaduras sujeitas a um processo de oxidação (aparecimento de ferrugem), por exposição aos agentes atmosféricos.

Os danos mais graves existentes em elementos de betão armado são aqueles que se relacionam com as consequências da degradação das armaduras, que oxidam e expandem por exposição a agentes agressivos.

Estes danos, que se manifestam através de fissuração, destacamento de partes de betão e exposição visual das armaduras oxidadas, podem, dependendo da sua extensão e gravidade, comprometer e colocar em risco a segurança estrutural do elemento construtivo afectado.

Estas degradações podem ser devidas à utilização de composições desadequadas, a deficiências no processo de execução, ou a fenómenos físicos e químicos causados pela sua utilização (ciclos gelo/degelo, sobrecargas de utilização, acções acidentais, carbonatação, ambientes quimicamente agressivos, etc).

A reparação deve ser realizada com materiais que permitam restabelecer um meio protector das armaduras (pH alcalino, protecção contra a penetração da água) e as necessárias características de resistência estrutural (resistência à compressão, módulo de elasticidade, aderência ao betão e às armaduras, etc.)
Aplicação


Sondar as superfícies para detectar zonas descoladas. Recortar as zonas a reparar, formando arestas rectas. Picar a zona a reparar, eliminando materiais soltos e criando rugosidade na superfície. Descobrir as armaduras oxidadas e limpar a ferrugem por escovagem ou, de preferência, com jacto de areia. Limpar todo o pó.

Aplicar, com pincel, duas camadas espessas de weber.rep fer nas armaduras já limpas, procurando manchar o menos possível o betão. Após secagem do primário, humedecer abundantemente o betão e deixar absorver a água.

Amassar weber.tec plus com cerca de 3 a 3,5 litros de água limpa por saco, e aplicar com colher, enchendo e compactando bem a zona a reparar, em camadas até 2 cm de espessura.

Realizar o acabamento com a ajuda de uma talocha perfurada. Efectuar cura húmida da superfície exposta, molhando frequentemente durante pelo menos 48 horas após a aplicação, para diminuir o risco de fissuração por retracção durante o processo de presa.








